terça-feira, 30 de novembro de 2010

Zurich



Quando mandei a mensagem para a turma da engenharia mecânica sobre a minha ida à Alemanha, O Guilherme, que mora em Zurich há 9 anos, já me convidou para ir visitá-lo, do contrário perderia um amigo.

Bom, pelo site www.edreams.com achei um vôo bem barato, em torno de 180 euros ida e volta pela Air Berlin, saindo do aeroporto de Tegel, Berlin.

Acordei cedo no sábado 27/11 e fui para o aeroporto de S-Bahn e ônibus, em 40 minutos já estava lá. O vôo foi bem tranquilo, e 1:20 depois já estava lá. Embora a Suíça não faça parte da comunidade européia, há um acordo que permite livre trânsito. Portanto, o check-in é feito até 30 min antes de embarcar, maravilha.

Chegando lá o Guilherme já estava no aeroporto junto com o Giorgio, filho dele. De lá fomos diretos paras as montanhas, especificamente o monte Rigi, conhecido como a "rainha das montanhas" da Suíça. O Guilherme já tinha todas as roupas providenciadas para mim, pois iríamos enfiar literalmente a cara na neve. Nos trocamos e pegamos um trem em uma subida quase 45 graus de inclinação, por isso o trem anda sobre engrenagens, para não derrapar.

Lá em cima, 1790 metros de altitude, tempo razoavelmente bom, mas um vento que fazia a sensação térmica ficar ainda mais gelada. Pegamos os trenós e fomos logo experimentar a pista recém aberta. As pistas para esqui ainda não haviam sido liberadas para uso, pois havia nevado somente uma vez nesse inverno.

O lance era muito simples - você senta no bendito trenó e desce a pista, ponto. Os freios são os pés, e para fazer a curva você deve meter o pé na direção da curva. Se capotar, cai de cara na neve. E assim foi, subimos e descemos 5 vezes. Tava cheio de criança, e elas passavam voando pela gente. O Guilherme ia com o Giorgio em um trenó, e eu sozinho em outro. Capotei várias vezes, mas ao subir e descer a pista, a gente nem sente mais o frio. Me sentia igual aqueles turistas que ficam na joaquina pegando a "espumeira" com uma bodyboard e achando o máximo, enquanto os locais se matavam de rir. Mas não tava nem aí, como diria o Fumo, "de gente ridícula o mundo tá cheio".



Bom, lá pelas 16h00 voltamos para a casa do Guilherme, porque lá pelas 16h30 escurece. Lá comemos um fondue de queijo suíço, claro... fenomental.

No dia seguinte fomos para a cidade antiga, o centro, tirei várias fotos. Encontramos um amigo da engenharia, o Fábio, que estava de passagem pela cidade. Almoçamos em um restaurante perto da universidade onde o Guilherme estudou, a ETH. Lá encontramos, por acaso, outro engenheiro da UFSC, o Eduardo, figura o cara.

Bom, logo chegou a hora de ir embora, então o Guilherme e Giorgio novamente me levaram ao aeroporto, e depois de 1h20 de vôo com uma criança de colo chorando na cadeira do lado, cheguei em Berlin são e salvo.

Agora é ficar em Berlin até o curso acabar, então deixa eu estudar que amanhã já tenho uma prova.

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