quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Berlin - O fim das viagens solitárias

Falar sobre os dias em que voltei para Berlin é muito difícil, pois aconteceu muita coisa em 5 dias. Vou tentar trazer de maneira muita rápida os principais eventos que aconteceram em cada dia.

O dia 24 de dezembro marcou o fim da minha viagem solitária, pois a Hellen chegou. O vôo dela atrasou um pouco, mas quem atrasou mesmo foi a Deutsche Bahn, acabamos realizando a ceia de Natal dentro do trem! Chegamos super tarde no hotel, mas foi tudo bem. Aliás, o hotel All Seasons Mitte é um achado, muito barato e o atendimento excelente.

 

Já o dia 25 de dezembro marcou o fim da minha viagem solitária pela vida... em frente ao portão de Brandemburg, em um momento e local que será sempre nosso. Depois fomos jantar no restaurante Aignes, fenomenal. Não existem palavras para descrever esse momento, prefiro manter para mim e para a Hellen essa lembrança :)

A Hellen chegou muito gripada, chamamos um médico que veio até o hotel, ela estava com sinusite e inflamação na garganta, o que fica ainda mais grave com o frio de Berlin.

 

No dia 26 fizemos o primeiro passeio, começando pela torre de televisão na AlexanderPlatz, e terminando no Neues Museum, na ilha dos museus, onde fomos visitar antiguidades. A grande atração é a mulher mais bonita do mundo, a Nefertiti. Andamos muito, passamos ainda na frente do Reichstag, onde um cachorro quase me atacou e onde acertei uma bola de neve na cabeça da Hellen... tava nevando muito, mas foi muito divertido. Por fim ainda passamos pelo Kaffe Burger, balada alternativa da antiga DDR, DJ mandando muito bem e cerveja de primeira, tudo isso à UM EURO para entrar no lugar... só na Alemanha mesmo.

No dia 27 combinamos de encontrar a Serena e a Katrin, na Ostbahnhof. O dia tava muito frio, foi o primeiro de uma série de 5 dias com recordes negativos de temperatura. De lá seguimos à pé pela East Side Gallery, uma série de pinturas realizadas em trechos intactos do muro de Berlin, muito bom, mas passamos muito frio! Passamos também por Check Point Charlie, novamente nevando muito, e depois demos uma parada no Caffe Einstein.

 

No dia 28 fomos ao Zoológico, atrás do urso polar e do aquário. Estava MUITO frio, mas foi muito divertido assim mesmo. Depois demos uma passada no KaDeWe onde almoçamos (lasanha, tava muito bom) e onde fizemos umas comprinhas, eu especificamente comprei mais uma mala. Para fechar o dia, ópera de Mozart, foi realmente incrível.

No dia 29 lavamos roupa, e arrumamos as malas para Paris... chega de Berlin, foram quase dois meses de Alemanha, sentirei saudades!

 
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Frankfurt

Sabe aqueles lugares em que você acha que não vai ter nada legal para visitar, mas acaba se surpreendendo? Frankfurt é assim, fiquei muito surpreso com a quantidade de história misturado com novos elementos que encontrei aqui. Frankfurt é uma cidade de contrastes.

 


Comecei meu primeiro passeio ainda no dia 22 à noite, pois cheguei no hotel ao meio dia, mas tirei uma bela soneca. Fui à pé mesmo, para queimar as calorias adquiridas em Stuttgart. É tudo muito fácil, pois estou do lado da Hauptbahnhof, e uma estrada em linha reta liga a estação central com o centro da cidade. A cidade estava muito movimentada, pois era a última noite das feiras de natal.

 


No dia seguinte planejei melhor o roteiro: comecei no alto do maior prédio visitável da cidade, o "Main Tower". Lá tomei meu primeiro Appfelwein, ou vinho de maçã (cidra), bebida típica de Frankfurt. Depois eu caminhei até a casa onde nasceu e morou Goethe.

 


Depois passei pela Paulskirche, ou Igreja de St. Paul, onde foi aprovada a primeira constituição da Alemanha. E depois passei pela Kaiserdom, catedral gótica da cidade. Depois de tirar muitas fotos, pude perceber que antigamente a construção mais elevada era a Kaiserdom (Igreja do Kaiser), mas hoje o prédio mais alto é do Kommerzbank. Isso diz muito sobre a cidade, que hoje é a capital financeira da Europa continental, só perde para Londres. Depois passei pela Zeile, um calçadão apenas para realizar compras. De lá peguei um metrô até o sul de Frankfurt, já estava com muita fome!

 


Por fim, passei no restaurante Adolf Wagner, uma taberna típica de Frankfurt, onde comi um belo pedaço de costela de porco com chucrute e pão, regado à cidra. Depois, um appfelstrudel com sorvete de creme, com uma pinga de maçã. Bom demais...

O contraste é muito grande entre bancos, musesu, igrejas e lojas, Burger King com Tabernas. Um casal me explicou que Frankfurt seria algo como juntar Salvador com São Paulo. Acho que isso ajuda um pouco a explicar o que acontece por aqui.

Bom, agora é esperar a Hellen chegar para voltar à Berlin!

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Stuttgart

Em Stuttgart virei criança de novo, por vários motivos: primos juntos depois de muito tempo, na casa da tia Irene, banquetes e doces à vontade, cama gostosa, muitas risadas e colocando as novidades em dia.

 

Chegamos dia 18 à noite, e fomos direto para o Weihnachtsmarket de Suttgart, na praça dos castelos, bem no centro da cidade. Lá tomamos o melhor Glühwein da Alemanha. Já no segundo dia, muita neve mas tempo bom, fórmula perfeita para ir brincar na neve. Fizemos de tudo um pouco: descemos de trenó, guerra de bola de neve, tiro ao alvo, boneco de neve, ponte de neve, enterrar os outros na neve...

 

No terceiro dia o Felipe e Thalita chegaram, e o Jan supostamente iria embora. Mas o vôo dele foi cancelado e no dia seguinte ele continuou passeando conosco. Fomos novamente no centro de Stuttgart, e tomamos mais Glüwein.

 

No último dia o Jan conseguiu seguir para o Brasi. A tia Irene nos levou para Weil der Stadt, uma cidade pequena perto de Leonberg, onde ela mora. Em Wail der Stadt nasceu Kepler, famoso astrônomo, físico e matemático.

 

Mas também ficamos muito em casa, em uma rotina de descanso, cafés da manhã super gostosos, muitas conversas à mesa, na sala com lareira, jogando jogos de tabuleiro e comendo balas de goma! Putz, saudades de ser criança!

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Tschüss Berlin



 

Última noite em Berlin, malas prontas (cheguei com uma, to indo com duas), organizando os últimos detalhes para partir amanhã cedo para Stuttgart. A aventura do dia foi imprimir os tickets do trem, sem os quais não poderíamos viajar. Bom, o desespero durou pouco porque logo achamos uma lan-house. O Jan seguiu o caminho dele e eu fui cortar meu cabelo. Cortar não, fui podado.

 


Mas o que eu queria relatar mesmo foi a caminhada de ontem. Pedi ao Jan que me ensinasse o caminho para mostrar à Hellen depois os principais pontos turísticos da cidade. Começamos na Potsdamer Platz, onde tomamos um chopp num restaurante australiano. Esse restaurante fica dentro do Sony Center, foi de onde o Jan viu dois dias atrás Brad Pitt, Angelina Jolie e Johnny Depp. Ontem foi realizada outra Premiere, e perdemos por 15min a Cher e Christina Aguilera.

 

De lá fomos num restaurante ao lado, onde jantamos de fato. Depois de um vinho, seguimos a pé até Brandemburg Tor, Reichstag e Hauptbahnhof. É uma distância boa para se caminhar, mas não num frio de -5C, nevando muito.

Bom, pegamos um trem para Friederich Strasse, mas lá descobrimos que todos os trens haviam encerrado expediente. Por fim, havia um trem regional que passava pela cidade. 30 minutos depois (detalhe, a gente perdeu um trem que ia pro mesmo lugar) a gente pegou o trem, mas o busão que ia passar aqui em Schonemberg já havia ido embora. Pegamos um taxi, e 10 euros mais pobres chegamos em casa.

Acordamos super tarde hoje, e acabamos nem indo para o Aquário. Bom, já temos mais uma desculpa para voltar à Berlin!

 
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Fim das aulas!

Hoje completo um mês na Europa. Ontem foi o último dia do curso. Duas boas razões para celebrar! Para completar, o Jan apareceu em Berlin, ou seja, para variar a festa foi animada.

 

Começamos em um bar em Potsdamer Platz, onde ao lado tinha um tobogã no gelo, toda a turma desceu. De novo, tinha um monte de criança eu todo desengonçado no meio deles :) Depois fomos para um restaurante coreano, muito bom por sinal (yamyam), nesse meio tempo o Jan chegou (22h30 na AlexanderPlaz, num frio de rachar) junto com o amigo Kiko. De lá fomos encontrar o povo da turma de alemão num bar chamado Pony, que só a francesa mala da nossa turma acha legal. A grande maioria foi pra casa, mas eu, Jan, Paco, Kiko e Rob decidimos ir até o Kaffe Burger.

 

O Kaffe Burger é conhecido por ser um bar que era muito frequentado no lado oriental de Berlin, a famosa DDR. O bar é pequeno, porém a música é muito boa, e o ambiente muito autêntico. Mas autêntico mesmo é o Studio 54.

 

Imaginem um lugar que você não paga nada para entrar, sobe uma escada fedendo a mijo, num lugar todo pixado... não é o treme-treme de sampa, fica bem no centro de Berlin, e é um dos lugares mais originais. Existem vários andares, mas no inverno só o primeiro fica aberto. Lá tem um cinema, e um buteco com DJ. Não se paga nada para entrar, e a cerveja custa dois euros e cinquenta centavos. É isso.

 

Depois de várias cervejas, passamos no único lugar aberto para comer: MacDonalds! Na sequencia S-Bahn direto para casa, linha S1, 5h00 tava em casa. Como o sol se põe às 16h30, a gente realmente perde a noção de tempo à noite.

Depois de 31 dias de Europa, 3 países, 6 cidades visitadas, a sensação claro é muito boa, mas a saudade tá apertando... mais 8 dias, e a Hellen chega!

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Potsdam

Seguindo um programa de eventos culturais do Goethe-Institut, fui para Potsdam com outros alunos da minha e de outras turmas.



Saímos às 10h00 direto para a Alexandre Platz, onde pegamos a linha de trem regional para a cidade de Potsdam. A cidade é principal produtoras de filmes longametragem, e também possui vários lagos que a torna propícia para receber as pessoas mais ricas de Berlin, que lá firmaram residência.



Potsdam é a capital do estado de Brandenburg, e foi residência dos reis da Prússia até 1918, o que foi crucial para que Berlin tenha se tornado capital da Alemanha no futuro. Em Potsdam também foi realizado o maior encontro entre os aliados depois da guerra, a Conferência de Potsdam.



A grande atração da cidade é o Palácio Sanssouci, onde ficamos grande parte do dia. Dentro do palácio não pudemos tirar fotos, mas posso dizer que a grande maioria dos cômodos é decorado com quadros em molduras e detalhes em ouro. Bom, eu prefiro, como sempre a paisagem externa e a natureza ao redor do lugar.

Logo na entrada há uma igreja, onde estão enterrados um casal real, creio eu, pois a explicação foi toda em alemão e eu entendi 10%. O mais bacana é o altar, realmente impressionante.

Aqui foi o palácio de verão de Frederick the Great, rei da Prússia. O cara gostava do lugar porque podia ficar sossegado enquanto os vários filhos dele ficavam brincando nos jardins do palácio, ele estudava música, poesia e também ficou descansando enquanto doente. Aqui Volteire foi hóspede, e Frederick compôs várias sinfonias. Esse quadro ao lado é uma "foto" de um dos cômodos do palácio, onde Frederick toca flauta.



O mais complicado foi ter que andar pela cidade toda a pé, sendo que havia nevado muito nas semanas anteriores, mas exatamente na hora do passeio choveu bastante. No começo a roupa até que aguentou bem, mas no final do dia o pé já tava congelado.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Visitas

Essa semana foi marcada pelas visitas de Tati, Giovanni, Leo e Jan. O mais engraçado é que eu sempre ia na casa deles para visitá-los aqui na Alemanha. Dessa vez eles vieram para cá.
Primeiro vieram Tati, Giovanni e Leo. Chegaram na segunda à noite (06/12), o combinado era 20h30 na minha casa. Claro que eles chegaram um pouco antes, e eu um pouco depois. Bom, enfim, de lá fomos para um ótimo restaurante Vietnamita, onde a comida é boa e barata.



No dia seguinte teve um jantar na casa dos amigos da Tati e Giovanni, comida típica alemã, muito saborosa. Eu tava meio quebrado, mas só fui embora depois de comer muito. Tava todo mundo meio cansado, e o povo ainda ia viajar no dia seguinte para o Brasil. Foi muito divertido encontrá-los aqui, o Léo é uma figura. Apelidei ele de mini-man, porque ele não tem cara de criança, parece um adulto.

O Jan chegou na quarta à tarde. 18h33 na Hauptbahnhof, portão 1. Claro que novamente cheguei atrasado, mas o Jan esperou, e lá mesmo devoramos um Dönner, tomamos a primeira cerveja da noite, e fomos para a minha casa.
Coisas que só acontecem quando eu to com o Jan: as rodas da mala dele caíram. Tivemos que carregá-la na mão por dois quarterões, sem contar os quatro andares para chegar até o meu apartamento. Bom, chegando aqui descobrimos que tanto Tati quanto Carol tiveram seus vôos cancelados. Tentamos ainda entrar em contato com a Tati para combinar algo, mas ela tava cansada demais. Fomos então para um restaurante do lado de casa, e tomamos algumas cervejas.



Hoje acordei com uma puta ressaca, o Jan foi para o aeroporto e eu voltei para casa para dormir. Quando chego em casa descubro que o vôo do Jan, que ia para a Escócia, foi cancelado.
Bom, a neve tá atrapalhando as viagens da galera, até pensei em ir para algum lugar diferente nesse fds, mas vou mesmo é ficar por aqui. Talvez eu vá para Potsdam, que era a capital da Prússia.
To estudando bastante, tirei 10 na última prova de alemão, e a próxima semana já será a última. Dia 18 vou descer para Stuttgart e lá fico até dia 24, quando a Hellen chega.



Outras coisas interessantes:
- fiz umas compras por aqui: roupa de mergulho, meias, e uma nikon d7000. To virando gente grande :) mas falta saber usá-la agora.
- estive no Pergamon Museu, mas foi muito corrido, quero voltar lá com a Hellen.
- dormi muito no fds passado.
- inventei o Curry-wurst com macarrão!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Primeira Semana em Berlin

Bom, para resumir a primeira semana em Berlin, achei melhor listar as coisas que são boas, e as que são ruins aqui:

- Coisas ruins: o frio, apesar de trazer a neve, é legal nos primeiros dias, mas agora já encheu. O fato de que às 16h30 já escureceu também complica os passeios após a aula, dá vontade de ir para casa e de lá não sair mais. A minha cama é horrível, é um sofá cama aberto que dá para sentir o meio. Eu até tento dormir em um canto, mas acordo atravessado. O apartamento todo treme quando passa um trem da S-bahn aqui perto. Não tem secador de roupa no apartamento, então ou eu levo para uma lavanderia apenas para secar (some isso ao frio na rua), ou então a roupa leva uns 3 dias para secar no único varal da casa, que o cara me empresta por um dia (faça as contas e perceberás que a roupa fica uns dois dias pendurada em armários, cadeiras, antena de televisão, para acabar de secar). Os supermercados são distantes de casa, e eu só compro aquilo que cabe na mochila, pois as sacolas são pagas.

- Coisas boas: o Goethe-Institut é muito organizado, a professora é muito boa, a turma de alunos também é boa, existem alguns que não tão afim de estudar, mas a maioria tá se dedicando bastante, mesmo com o sotaque carregado de cada país acho que está valendo a pena. O queijo, presunto, pão, yogurte, leite, suco e o vinho são muito baratos e muito bons. Só para ter uma idéia, comprei hoje mesmo um pote de yogurte, um desodorante, um pacote de pão, um vinho tinto cabernet australiano e dois litros de água. Paguei 5,20 euros, algo em torno de 13 reais. A neve é legal, a cidade é repleta de concertos, shows, museus, exposições, fica tão difícil escolher que não fiz nada até agora :) As roupas também são boas e mais baratas, comprei umas camisas e um casaco preto, para aguentar o frio que está para vir.


Da esquerda para a direita: Monica (Italia), Veronica (Suiçaa), Robert (Inglaterra), Guillemette (França), Alfredo (Italia), Marcelo (Brasil).

To querendo visitar mais os pontos turísticos, coisa que ainda não fiz. Acho que vou tentar fazer algo no final de semana, mas não to me apressando muito, to num ritmo bem tranquilo.

Até a semana que vem!

Zurich



Quando mandei a mensagem para a turma da engenharia mecânica sobre a minha ida à Alemanha, O Guilherme, que mora em Zurich há 9 anos, já me convidou para ir visitá-lo, do contrário perderia um amigo.

Bom, pelo site www.edreams.com achei um vôo bem barato, em torno de 180 euros ida e volta pela Air Berlin, saindo do aeroporto de Tegel, Berlin.

Acordei cedo no sábado 27/11 e fui para o aeroporto de S-Bahn e ônibus, em 40 minutos já estava lá. O vôo foi bem tranquilo, e 1:20 depois já estava lá. Embora a Suíça não faça parte da comunidade européia, há um acordo que permite livre trânsito. Portanto, o check-in é feito até 30 min antes de embarcar, maravilha.

Chegando lá o Guilherme já estava no aeroporto junto com o Giorgio, filho dele. De lá fomos diretos paras as montanhas, especificamente o monte Rigi, conhecido como a "rainha das montanhas" da Suíça. O Guilherme já tinha todas as roupas providenciadas para mim, pois iríamos enfiar literalmente a cara na neve. Nos trocamos e pegamos um trem em uma subida quase 45 graus de inclinação, por isso o trem anda sobre engrenagens, para não derrapar.

Lá em cima, 1790 metros de altitude, tempo razoavelmente bom, mas um vento que fazia a sensação térmica ficar ainda mais gelada. Pegamos os trenós e fomos logo experimentar a pista recém aberta. As pistas para esqui ainda não haviam sido liberadas para uso, pois havia nevado somente uma vez nesse inverno.

O lance era muito simples - você senta no bendito trenó e desce a pista, ponto. Os freios são os pés, e para fazer a curva você deve meter o pé na direção da curva. Se capotar, cai de cara na neve. E assim foi, subimos e descemos 5 vezes. Tava cheio de criança, e elas passavam voando pela gente. O Guilherme ia com o Giorgio em um trenó, e eu sozinho em outro. Capotei várias vezes, mas ao subir e descer a pista, a gente nem sente mais o frio. Me sentia igual aqueles turistas que ficam na joaquina pegando a "espumeira" com uma bodyboard e achando o máximo, enquanto os locais se matavam de rir. Mas não tava nem aí, como diria o Fumo, "de gente ridícula o mundo tá cheio".



Bom, lá pelas 16h00 voltamos para a casa do Guilherme, porque lá pelas 16h30 escurece. Lá comemos um fondue de queijo suíço, claro... fenomental.

No dia seguinte fomos para a cidade antiga, o centro, tirei várias fotos. Encontramos um amigo da engenharia, o Fábio, que estava de passagem pela cidade. Almoçamos em um restaurante perto da universidade onde o Guilherme estudou, a ETH. Lá encontramos, por acaso, outro engenheiro da UFSC, o Eduardo, figura o cara.

Bom, logo chegou a hora de ir embora, então o Guilherme e Giorgio novamente me levaram ao aeroporto, e depois de 1h20 de vôo com uma criança de colo chorando na cadeira do lado, cheguei em Berlin são e salvo.

Agora é ficar em Berlin até o curso acabar, então deixa eu estudar que amanhã já tenho uma prova.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Primeira Neve


Enfim, ela chegou, a neve! Com ela esfriou também, agora mesmo está fazendo ZERO graus, mas com o vento e a neve a sensação térmica cai para -6C.

Chegou também a rotina. Aquele ritmo de mudança de cidade e encontrando pessoas conhecidas, também cessou. Agora a preocupação é definir uma rotina que canse menos. Acordar, café da manhã, banho, estudar, se vestir, metrô, café, aula, intervalo e lanche, aula, intervalo e café, aula, metrô, compras para jantar e café da manhã, casa, janta, banho, internet e cama... isso sem contar que tenho que definir um dia para lavar roupa, e outro para secar... parece divertido no começo, mas é puxado.

Tem o lado bom - a escola é boa, tem gente do mundo inteiro lá (tem um cara o Chipre, outra do Iemen, pode? Além disso tem japones, italianos, franceses, portugues, britanico, espanhol, colombiana e indiano). Existem programas culturais super legais também, mais ainda não ingressei em nenhum.

Nesse meio tempo, vou curtindo a neve enquanto ela não enche o saco :)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Berlin


Acordamos cedo na segunda, eu para pegar o trem até Berlin, Jan e Carol para devolver o carro alugado na loja. A Carol foi comigo até a estação de metrô, e de lá cheguei na Estação Central HauptBahnHof de HHamburg.

A viagem foi super tranquila, às 11h40 já estava na Hbf de Berlin. Comprei um bilhete de 30 dias de metrô em Berlin, e perto das 13h00 já estava na casa nova, que é na verdade um quarto de um apartamento com dois dormitórios. Acho que o dono é zelador do prédio, pois quando cheguei ele estava trabalhando no prédio carregando algumas coisas. Não tem nada de luxo, mas é limpo, quente e bom. Além do mais, tenho o meu espaço para ler e escrever, estudar e ficar na internet.

Bom, na segunda mesmo fui direto para o Goehte Institut. Tava chovendo pacas, frio e vento. Eu, claro, achei que iria encontrar o lugar somente com o mapa mental que eu tinha feito do lugar. Passei quase duas horas procurando na chuva, mas sem sucesso voltei para casa. Antes, fiz compras básicas.

Hoje acertei o endereço, ridiculamente fácil, exatamente na frente da saída do metrô... bom, fiz o teste de nivelamento, e fui classificado como A21, ou seja, básico. Bom que o livro é o mesmo que eu estava usando no Brasil, valeu Herr Mohler! Após o teste, voltei para casa. Lavei roupa e comi depois um Döner, um tipo de quebab que os turcos daqui vendem na rua. Com a fome que eu tava, devorei!

Agora to esperando nevar, será a primeira vez no ano... vamos ver!

Abs!

Amsterdam


A idéia era simples: alugamos um carro super barato - 3 dias de VW FOX por EUR 45,00 - e botamos os pés na estrada, eu Jan e Carol. Reservamos um hotel também barato, mas da rede ACCOR, o ETAP do lado do aeroporto Schiphol.

Coisas que só acontecem comigo e com o Jan: além de ser barato, o carro ainda tinha serviço de buscar em casa. Bom, 10h30 o cara me aparece com um golf e nos leva até a loja. Lá eles barram a minha habilitação brasileira... então o Jan lembra que tem uma internacional. Sem problemas, o cara nos leva de volta pra casa, o Jan pega a habilitação internacional, e de volta à loja pegamos o carro. Ao abrir o porta-malas, 6 garrafas de agua mineral fechadinhas! E dentro do carro, um pacote de pistaches!! Fala sério...

Bom, levamos umas 7 horas para dirigir 450km de Hamburg até Amsterdam. Estrada é muito boa, em alguns trechos dá até para meter um pau, tipo uns 160km/h com um FOX :) Chegamos às 19h45 e fomos diretos até o Museu Van Gogh. Lá ficamos até umas 22h00.

De lá fomos para o centro da cidade, onde de tudo acontece... entramos num coffe shop para matar a curiosidade. Depois fomos para um Burger King, e de lá para casa.



No dia seguinte, para nossa surpresa, céu azul e muito sol. Fizemos um passeio de barco pelos canais, e depois caminhamos pelo centro da cidade. Depois de passar pela
casa de Anne Frank, Catedral e Mercado de Flores, chegamos no paraíso!



Depois da Heineken Experience, o Miranda apareceu por lá. Fomos então até um apartamento de um amigo do Jan, e virou encontro de Brasileiros em Amsterdam... fomos então até a Red Lights District, e lá bebemos todas. Amigos do Jan são muito figura. Por fim, voltamos às 5h00 da matina pro hotel. Lógico que no meio da noite eu fui comer algo com o Miranda, nos perdemos do Jan, que ficou puto comigo pq achou que tinha fugido dele...



Detalhes perdidos nessa história: na portaria da casa do Jan, encontrei um gorro. Na cama do hotel, um par de meias sujas. Na rua, um cachecol. Fora as águas e pistache, contando o hotel e carro, essa foi umas das viagens mais baratas de todos os tempos. Claro que é tudo em Euros, mas saiu tudo +- EUR 94,00 por cabeça por três dias.

Domingo almoçamos no Hard Rock Café, muito bom, e nos perdemos para achar o carro! Foi bom para o Jan ver que lá é muito fácil se perder. Levamos umas 5h00 para voltar para casa, sãos e salvos.

Até Berlin!

Abs

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Hamburg




Finalmente tive coragem e energia para conhecer a cidade. Acordei tarde, mas mesmo assim andei pela cidade toda. Comecei pelo pier principal da cidade, depois fui até Saint Pauli, caminhei depois até Rathaus.
De lá, emendei um café no Starbucks dentro do Europa Passage. Depois peguei dois metrôs até a torre de televisão. Tirei uma foto e sai correndo, pois 16h30 marquei com o Jan e Carol na frente da escola de alemão deles. De lá fomos na Zara e Benetton, nesse último comprei duas camisas. Chuva pacas, frio de 6C. Voltamos para casa, Jan fez um rango bom pacas (feijao com chilli e arroz), vinho e reservamos hotel em Amsterdan. Carol ajojou na cama, e eu e Jan fomos para a Rote Laterne Strasse! Fenomenal :)
Numa das ruas, diz o Jan, foi onde os Beattles ficaram famosos pela primeira vez. Agora voltamos, cansados, mas temos que arrumar tudo pq amanhã vamos pegar o carro e ir até Amsterdam. Ah, quase ia me esquecendo: andando na rua, vimos o xbox projeto natal na vitrine. Jogamos ali mesmo, na rua, super legal. Segue um video.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Amyr Klink


Descobri que ele celebra aniversário no mesmo dia que eu: 25/09.

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é, que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver."

Alemanha, finalmente!


A viagem começou!

Mas às vezes é mais difícil começar do que terminar. A despedida no aeroporto foi a mais difícil de todas que já tivemos. Nunca passamos tanto tempo separados. Ao caminhar no corredor, depois de ter realizado a inspeção na PF, deu vontade de voltar, parecia tudo besteira, parece bobagem agora mas na hora deu vontade.

Bom, vôo turbulendo num moderníssimo 747-300 da Lufthansa (avião deve ter uns 20 anos), durmi quase nada. Aproveitei para ler, estava com o livro do Amyr Klink "Mar sem fim", que já havia lido metade mas parado há muito tempo, então resolvi recomeçar.

Já no primeiro capítulo, o Amyr narra que a pior tipo de poeira que ele varreu do barco foi a primeira, a poeira de nunca ter começado...

Bom, durante o voo fui escutando os bons amigos ben harper, pearl jam e jack johnson. Um pouco de musica classica também, tudo para me acalmar devido ao voo turbulento.

Chegando em Frankfurt, nada de frio. Passagem tranquila pela imigração, e chegando nas malas a minha tava sozinha na esteira me esperando, esperei ZERO segundos pela mala, impressionante.

Peguei o trem da DB rumo à Hamburg, trem velho mas muito bom, cheguei quatro horas depois e encontrei Jan e Carol na estação Hamburg Hbf pois a aula de alemão deles é do lado e terminara às 16h30, vinte minutos antes de chegar lá.

Fomos para o apê do Jan, onde tiramos uma foto. Apê super bem localizado, e tranquilo. É pequeno, mas aconchegante. Comemos um curry wurst e fomos para a rua passear. Andamos pelo centro, escuro pacas mas ainda eram 20h00 (parecia meia-noite). Tiramos mais umas fotos e voltamos para casa. Lá tomamos uns vinhos e trocamos umas idéias.

Dormi hoje até 11h30 e fiquei em casa enquanto os dois estão na aula. Decidi dormir pq já não dormia há mais de 24 horas. Agora que acordei, to postando as notícias e agora vou me arrumar para encontrá-los na saída da aula de alemão.

Auf wieder sehen!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Viagem Planejada

Galera, segue minha primeira postagem.
Bom, dia 15/11 parto rumo à Alemanha. Chego dia 16/11 em Frankfurth, e de lá vou direto de trem para Hamburg, onde o Jan e Carol estão morando. De lá, vamos alugar um carro e passar um tempo conhecendo os arredores, provavelmente Holanda e Bélgica.
Dia 22/11 começam minhas aulas de alemão intensivo em Berlin, no Instituto Goethe, 4 semanas, todo dia à tarde das 13h15 até 17h15.
Dia 17/12 encerra-se o curso, e de lá ainda não sei para onde vou e o que vou fazer.
Dia 24/12 a Hellen chega para me buscar, mas antes vamos passar 6 dias em Berlin (natal), depois 6 dias em Paris (ano-novo), e depois mais 5 dias em Londres. Passagens e hotéis já estão reservados. To bem empolgado!
Dia 07/01 embarcamos de volta ao Brasil.
É isso, to contente com a viagem, mas ao mesmo tempo ansioso porque não gosto nada da idéia de viajar sozinho sem a Hellen, mas a gente tem que jogar com as cartas que temos nas mãos.
Grande abraço,
Marcelo.