terça-feira, 30 de novembro de 2010

Primeira Semana em Berlin

Bom, para resumir a primeira semana em Berlin, achei melhor listar as coisas que são boas, e as que são ruins aqui:

- Coisas ruins: o frio, apesar de trazer a neve, é legal nos primeiros dias, mas agora já encheu. O fato de que às 16h30 já escureceu também complica os passeios após a aula, dá vontade de ir para casa e de lá não sair mais. A minha cama é horrível, é um sofá cama aberto que dá para sentir o meio. Eu até tento dormir em um canto, mas acordo atravessado. O apartamento todo treme quando passa um trem da S-bahn aqui perto. Não tem secador de roupa no apartamento, então ou eu levo para uma lavanderia apenas para secar (some isso ao frio na rua), ou então a roupa leva uns 3 dias para secar no único varal da casa, que o cara me empresta por um dia (faça as contas e perceberás que a roupa fica uns dois dias pendurada em armários, cadeiras, antena de televisão, para acabar de secar). Os supermercados são distantes de casa, e eu só compro aquilo que cabe na mochila, pois as sacolas são pagas.

- Coisas boas: o Goethe-Institut é muito organizado, a professora é muito boa, a turma de alunos também é boa, existem alguns que não tão afim de estudar, mas a maioria tá se dedicando bastante, mesmo com o sotaque carregado de cada país acho que está valendo a pena. O queijo, presunto, pão, yogurte, leite, suco e o vinho são muito baratos e muito bons. Só para ter uma idéia, comprei hoje mesmo um pote de yogurte, um desodorante, um pacote de pão, um vinho tinto cabernet australiano e dois litros de água. Paguei 5,20 euros, algo em torno de 13 reais. A neve é legal, a cidade é repleta de concertos, shows, museus, exposições, fica tão difícil escolher que não fiz nada até agora :) As roupas também são boas e mais baratas, comprei umas camisas e um casaco preto, para aguentar o frio que está para vir.


Da esquerda para a direita: Monica (Italia), Veronica (Suiçaa), Robert (Inglaterra), Guillemette (França), Alfredo (Italia), Marcelo (Brasil).

To querendo visitar mais os pontos turísticos, coisa que ainda não fiz. Acho que vou tentar fazer algo no final de semana, mas não to me apressando muito, to num ritmo bem tranquilo.

Até a semana que vem!

Zurich



Quando mandei a mensagem para a turma da engenharia mecânica sobre a minha ida à Alemanha, O Guilherme, que mora em Zurich há 9 anos, já me convidou para ir visitá-lo, do contrário perderia um amigo.

Bom, pelo site www.edreams.com achei um vôo bem barato, em torno de 180 euros ida e volta pela Air Berlin, saindo do aeroporto de Tegel, Berlin.

Acordei cedo no sábado 27/11 e fui para o aeroporto de S-Bahn e ônibus, em 40 minutos já estava lá. O vôo foi bem tranquilo, e 1:20 depois já estava lá. Embora a Suíça não faça parte da comunidade européia, há um acordo que permite livre trânsito. Portanto, o check-in é feito até 30 min antes de embarcar, maravilha.

Chegando lá o Guilherme já estava no aeroporto junto com o Giorgio, filho dele. De lá fomos diretos paras as montanhas, especificamente o monte Rigi, conhecido como a "rainha das montanhas" da Suíça. O Guilherme já tinha todas as roupas providenciadas para mim, pois iríamos enfiar literalmente a cara na neve. Nos trocamos e pegamos um trem em uma subida quase 45 graus de inclinação, por isso o trem anda sobre engrenagens, para não derrapar.

Lá em cima, 1790 metros de altitude, tempo razoavelmente bom, mas um vento que fazia a sensação térmica ficar ainda mais gelada. Pegamos os trenós e fomos logo experimentar a pista recém aberta. As pistas para esqui ainda não haviam sido liberadas para uso, pois havia nevado somente uma vez nesse inverno.

O lance era muito simples - você senta no bendito trenó e desce a pista, ponto. Os freios são os pés, e para fazer a curva você deve meter o pé na direção da curva. Se capotar, cai de cara na neve. E assim foi, subimos e descemos 5 vezes. Tava cheio de criança, e elas passavam voando pela gente. O Guilherme ia com o Giorgio em um trenó, e eu sozinho em outro. Capotei várias vezes, mas ao subir e descer a pista, a gente nem sente mais o frio. Me sentia igual aqueles turistas que ficam na joaquina pegando a "espumeira" com uma bodyboard e achando o máximo, enquanto os locais se matavam de rir. Mas não tava nem aí, como diria o Fumo, "de gente ridícula o mundo tá cheio".



Bom, lá pelas 16h00 voltamos para a casa do Guilherme, porque lá pelas 16h30 escurece. Lá comemos um fondue de queijo suíço, claro... fenomental.

No dia seguinte fomos para a cidade antiga, o centro, tirei várias fotos. Encontramos um amigo da engenharia, o Fábio, que estava de passagem pela cidade. Almoçamos em um restaurante perto da universidade onde o Guilherme estudou, a ETH. Lá encontramos, por acaso, outro engenheiro da UFSC, o Eduardo, figura o cara.

Bom, logo chegou a hora de ir embora, então o Guilherme e Giorgio novamente me levaram ao aeroporto, e depois de 1h20 de vôo com uma criança de colo chorando na cadeira do lado, cheguei em Berlin são e salvo.

Agora é ficar em Berlin até o curso acabar, então deixa eu estudar que amanhã já tenho uma prova.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Primeira Neve


Enfim, ela chegou, a neve! Com ela esfriou também, agora mesmo está fazendo ZERO graus, mas com o vento e a neve a sensação térmica cai para -6C.

Chegou também a rotina. Aquele ritmo de mudança de cidade e encontrando pessoas conhecidas, também cessou. Agora a preocupação é definir uma rotina que canse menos. Acordar, café da manhã, banho, estudar, se vestir, metrô, café, aula, intervalo e lanche, aula, intervalo e café, aula, metrô, compras para jantar e café da manhã, casa, janta, banho, internet e cama... isso sem contar que tenho que definir um dia para lavar roupa, e outro para secar... parece divertido no começo, mas é puxado.

Tem o lado bom - a escola é boa, tem gente do mundo inteiro lá (tem um cara o Chipre, outra do Iemen, pode? Além disso tem japones, italianos, franceses, portugues, britanico, espanhol, colombiana e indiano). Existem programas culturais super legais também, mais ainda não ingressei em nenhum.

Nesse meio tempo, vou curtindo a neve enquanto ela não enche o saco :)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Berlin


Acordamos cedo na segunda, eu para pegar o trem até Berlin, Jan e Carol para devolver o carro alugado na loja. A Carol foi comigo até a estação de metrô, e de lá cheguei na Estação Central HauptBahnHof de HHamburg.

A viagem foi super tranquila, às 11h40 já estava na Hbf de Berlin. Comprei um bilhete de 30 dias de metrô em Berlin, e perto das 13h00 já estava na casa nova, que é na verdade um quarto de um apartamento com dois dormitórios. Acho que o dono é zelador do prédio, pois quando cheguei ele estava trabalhando no prédio carregando algumas coisas. Não tem nada de luxo, mas é limpo, quente e bom. Além do mais, tenho o meu espaço para ler e escrever, estudar e ficar na internet.

Bom, na segunda mesmo fui direto para o Goehte Institut. Tava chovendo pacas, frio e vento. Eu, claro, achei que iria encontrar o lugar somente com o mapa mental que eu tinha feito do lugar. Passei quase duas horas procurando na chuva, mas sem sucesso voltei para casa. Antes, fiz compras básicas.

Hoje acertei o endereço, ridiculamente fácil, exatamente na frente da saída do metrô... bom, fiz o teste de nivelamento, e fui classificado como A21, ou seja, básico. Bom que o livro é o mesmo que eu estava usando no Brasil, valeu Herr Mohler! Após o teste, voltei para casa. Lavei roupa e comi depois um Döner, um tipo de quebab que os turcos daqui vendem na rua. Com a fome que eu tava, devorei!

Agora to esperando nevar, será a primeira vez no ano... vamos ver!

Abs!

Amsterdam


A idéia era simples: alugamos um carro super barato - 3 dias de VW FOX por EUR 45,00 - e botamos os pés na estrada, eu Jan e Carol. Reservamos um hotel também barato, mas da rede ACCOR, o ETAP do lado do aeroporto Schiphol.

Coisas que só acontecem comigo e com o Jan: além de ser barato, o carro ainda tinha serviço de buscar em casa. Bom, 10h30 o cara me aparece com um golf e nos leva até a loja. Lá eles barram a minha habilitação brasileira... então o Jan lembra que tem uma internacional. Sem problemas, o cara nos leva de volta pra casa, o Jan pega a habilitação internacional, e de volta à loja pegamos o carro. Ao abrir o porta-malas, 6 garrafas de agua mineral fechadinhas! E dentro do carro, um pacote de pistaches!! Fala sério...

Bom, levamos umas 7 horas para dirigir 450km de Hamburg até Amsterdam. Estrada é muito boa, em alguns trechos dá até para meter um pau, tipo uns 160km/h com um FOX :) Chegamos às 19h45 e fomos diretos até o Museu Van Gogh. Lá ficamos até umas 22h00.

De lá fomos para o centro da cidade, onde de tudo acontece... entramos num coffe shop para matar a curiosidade. Depois fomos para um Burger King, e de lá para casa.



No dia seguinte, para nossa surpresa, céu azul e muito sol. Fizemos um passeio de barco pelos canais, e depois caminhamos pelo centro da cidade. Depois de passar pela
casa de Anne Frank, Catedral e Mercado de Flores, chegamos no paraíso!



Depois da Heineken Experience, o Miranda apareceu por lá. Fomos então até um apartamento de um amigo do Jan, e virou encontro de Brasileiros em Amsterdam... fomos então até a Red Lights District, e lá bebemos todas. Amigos do Jan são muito figura. Por fim, voltamos às 5h00 da matina pro hotel. Lógico que no meio da noite eu fui comer algo com o Miranda, nos perdemos do Jan, que ficou puto comigo pq achou que tinha fugido dele...



Detalhes perdidos nessa história: na portaria da casa do Jan, encontrei um gorro. Na cama do hotel, um par de meias sujas. Na rua, um cachecol. Fora as águas e pistache, contando o hotel e carro, essa foi umas das viagens mais baratas de todos os tempos. Claro que é tudo em Euros, mas saiu tudo +- EUR 94,00 por cabeça por três dias.

Domingo almoçamos no Hard Rock Café, muito bom, e nos perdemos para achar o carro! Foi bom para o Jan ver que lá é muito fácil se perder. Levamos umas 5h00 para voltar para casa, sãos e salvos.

Até Berlin!

Abs

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Hamburg




Finalmente tive coragem e energia para conhecer a cidade. Acordei tarde, mas mesmo assim andei pela cidade toda. Comecei pelo pier principal da cidade, depois fui até Saint Pauli, caminhei depois até Rathaus.
De lá, emendei um café no Starbucks dentro do Europa Passage. Depois peguei dois metrôs até a torre de televisão. Tirei uma foto e sai correndo, pois 16h30 marquei com o Jan e Carol na frente da escola de alemão deles. De lá fomos na Zara e Benetton, nesse último comprei duas camisas. Chuva pacas, frio de 6C. Voltamos para casa, Jan fez um rango bom pacas (feijao com chilli e arroz), vinho e reservamos hotel em Amsterdan. Carol ajojou na cama, e eu e Jan fomos para a Rote Laterne Strasse! Fenomenal :)
Numa das ruas, diz o Jan, foi onde os Beattles ficaram famosos pela primeira vez. Agora voltamos, cansados, mas temos que arrumar tudo pq amanhã vamos pegar o carro e ir até Amsterdam. Ah, quase ia me esquecendo: andando na rua, vimos o xbox projeto natal na vitrine. Jogamos ali mesmo, na rua, super legal. Segue um video.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Amyr Klink


Descobri que ele celebra aniversário no mesmo dia que eu: 25/09.

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é, que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver."

Alemanha, finalmente!


A viagem começou!

Mas às vezes é mais difícil começar do que terminar. A despedida no aeroporto foi a mais difícil de todas que já tivemos. Nunca passamos tanto tempo separados. Ao caminhar no corredor, depois de ter realizado a inspeção na PF, deu vontade de voltar, parecia tudo besteira, parece bobagem agora mas na hora deu vontade.

Bom, vôo turbulendo num moderníssimo 747-300 da Lufthansa (avião deve ter uns 20 anos), durmi quase nada. Aproveitei para ler, estava com o livro do Amyr Klink "Mar sem fim", que já havia lido metade mas parado há muito tempo, então resolvi recomeçar.

Já no primeiro capítulo, o Amyr narra que a pior tipo de poeira que ele varreu do barco foi a primeira, a poeira de nunca ter começado...

Bom, durante o voo fui escutando os bons amigos ben harper, pearl jam e jack johnson. Um pouco de musica classica também, tudo para me acalmar devido ao voo turbulento.

Chegando em Frankfurt, nada de frio. Passagem tranquila pela imigração, e chegando nas malas a minha tava sozinha na esteira me esperando, esperei ZERO segundos pela mala, impressionante.

Peguei o trem da DB rumo à Hamburg, trem velho mas muito bom, cheguei quatro horas depois e encontrei Jan e Carol na estação Hamburg Hbf pois a aula de alemão deles é do lado e terminara às 16h30, vinte minutos antes de chegar lá.

Fomos para o apê do Jan, onde tiramos uma foto. Apê super bem localizado, e tranquilo. É pequeno, mas aconchegante. Comemos um curry wurst e fomos para a rua passear. Andamos pelo centro, escuro pacas mas ainda eram 20h00 (parecia meia-noite). Tiramos mais umas fotos e voltamos para casa. Lá tomamos uns vinhos e trocamos umas idéias.

Dormi hoje até 11h30 e fiquei em casa enquanto os dois estão na aula. Decidi dormir pq já não dormia há mais de 24 horas. Agora que acordei, to postando as notícias e agora vou me arrumar para encontrá-los na saída da aula de alemão.

Auf wieder sehen!